quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Renovação


Crisálidas febris a pernoitar pela madrugada fria em inquietas fontes de prazer e agonia reverberam solenes, a canção de uma primavera que ainda dormita, ouvindo o canto sutil das invernadas.
A espera da terra no cio, o prazer da semente fecundada no leito verde das campinas, a canção que canta o vento, enquanto penteia a cabeleira das florestas em síncopes de cor e de perfume...
Ah!... É a sinfonia da vida que recomeça a cada instante, conquanto treva, no grito gesto de um silêncio repetido através do eco dolorido dos sinos pelos vales, onde permanecem, para sempre, os suspiros de uma primavera envolta em cânticos de paz e esplendor.
E eu, pássaro livre no deslumbramento desse espaço experimento a vibração do vôo plácido, o vôo azul, inesgotável como um arpejo na melodia infinita, no infinito dos meus sonhos, brilhando ao sol como ametista e diamante na concha de coral azul do firmamento em prece.
Te amo!

Scarolla Carolina

quarta-feira, 29 de agosto de 2012



À Luz da Prosperidade   
Sônia Carolina
Tela: Técnica Mista
Pessoas interessadas em adquirir telas, telefonar para :  83403835
scarola2012@gmail.com

segunda-feira, 27 de agosto de 2012



Capa do Livro "Perdoo-te"  Amália Domingo Y Soler
"Memórias de um espírito"  /  pelo Médium  Eldaldo Pagés
Tradução e Adaptação de Aristides Coelho Neto
Capa : Aquarela Sônia Carolina
Esta Aquarela pertence à Hylde Mello  /  Brasília DF
Scarolla Carolina

Sussuros na noite

       O grito azul de uma gaivota peregrina riscou o ar do horizonte cerúleo deixando no anil, um rastro de luz de sonho e ousadia.
E sobre um sólido mar de cristal inoxidável, deixou verter pérolas de inigualável frescor...      
       Ah! .... Então a luz, indecifrável enigma, rasgou as franjas de névoas inclementes em meio ao eclipse lunar que, transitando em meio aos soluços violáceos das estrelas murmurantes, cantou seu nome.
       Ah!... Essa presença- ausência de nós dois...
       Eu a sinto ainda neste desejo que me oprime...
       Eu a sinto viver ainda, em meio às visões que passam sussurrando, no delírio destes versos, no suspirar singular de um desejo suspenso no silêncio, nessa pausa de estridente luz que clama em meio à madrugada a voejar, singela...
        Sinto-a também em meio à profana melodia que, singrando esse mar de basalto azul povoado de estrelas e de sonhos, me traz de volta você...
       Você que me esqueceu...
       Você que ainda amo e faz parte de toda essa estória de profecias e de anjos, de dores e demônios, de sorrisos e lembranças...
       Cavalgo o silêncio, empunho a minha espada - Dom Quixote – ainda a hostilizar moinhos...
       Eu, na luta inglória e infernal à procura de você...
       Nesse mar de cristal inviolável, estremeço, mergulho e me confundo com a luz que desperta o brilho de prata das estrelas refletidas no azul turquesa, no azul zimbório de anil e ametista...
Adormeço nessa saudade.


Scarolla Carolina

O despertar da Bruxa



      O despertar faz forças interiores num momento indeterminado da vida, irrompe qual gêiser há muito controlado e  sufocado pela válvula que, premida pelo furacão interior, mais não faz que liberar de seu âmago, a força criativa de um mundo que, uma vez livre, dará origem a um novo macrocosmo interior, se dilatando pelos poros, na luz exuberante dos olhos da mente, a se exteriorizar nos elementos de cuja ajuda não prescinde: completa.
       O que é essa força, essa energia interior que surge quando menos esperamos, acordando sensações e conhecimentos esquecidos, sob cuja magia nos transforma de servos em senhores do próprio destino?
       Como manipular a energia, que vigorosa nos enlaça, e de nós emana em síncopes de poder e prazer, tornando-nos se podemos assim dizer, deuses, já que nos tornamos capazes de engendrar fluídos, e nos sentimos complementos dessa potência interna que rege os acertos e desacertos do homem, que conduz e dirige, aprisiona e liberta com seus tentáculos vigorosos de emoção ao abranger as energias virtuais da terra, nos liberando para as emanações suaves do Cosmo Superior?
       Como se conduzir, premidos pelas paixões, sentimentos ainda estáveis na mente do homem encarnado, nos sentindo capazes de reter e dispersar fluídos, elementos estes que, vindos das profundezas dos elementais da terra, quais raízes invioláveis e indivisíveis, se incorporam ao nosso ser revitalizando e reconstruindo junto às energias solares, perpassando pelo nosso organismo em síncopes de prazer, dimensionando o corpo e mente a outras esferas, nichos de esplêndida e catalisadora fonte de saber e emoções, capazes de auto-dimensionar o espírito para universos outros paralelos, ignoradas forças de alegria e conhecimento que emanam do Supremo Criador?
 Indevassáveis respostas fluem do nosso eu disperso pela subtileza da descoberta, no reencontro de si mesma...
       O despertar das descobertas ruge então qual tempestade que chega alagando, destruindo e criando vida, cobrindo de devastação e flores a personalidade virtualmente empolgada do ser que se descobre e se direciona para o bem ou para o mal, já que as energias explodem e o mago recém-descoberto pode delas fazer o uso que desejar...
         E acordam em frêmitos terríveis reminiscências de tempos outros, invioláveis sigilos.
        Mistérios profanos envolvidos em larga escala de danosas experiências, sucesso deplorado na ampulheta do tempo, a tumultuar a mente na difícil escolha do poder, e do querer.
        Até onde, liberdade ou prisão na mente estereotipada do mago?
       Até onde, o vôo contido enquanto o horizonte espera, onde o portal do tempo se descerra à sua espera que, enraizado qual árvore da vida, pássaro de asas feridas, contempla cada vez mais longe, o silêncio que rege a grande sinfonia do seu mundo interior?
        É preciso seguir apesar das amarras, das âncoras, a que preso se detém deixar seu destino caminhar rumo ao futuro direcionado e construído pelos cordéis sublimes do livre arbítrio.
       E temei oh! Mago, a lei do uso das faculdades recém-descobertas...
       Aplicai-as benevolentemente enquanto há luz, e enquanto pernoitam contigo gaviões e andorinhas na saudável complacência que o amor e o respeito impõem às criaturas em desenvolvimento.
       É chegado o difícil momento a escolha entre o Bem e o Mal.
Fogo, Água, Terra e Ar, explodem escancarando o indecifrável enigma dos hieróglifos tartamudeados do futuro.
       Acrisolado em longa e tediosa a teia de agonia, enquanto um riso frenético do amanhã o envolve em névoas de esperança e maldição, o mago acena para si mesmo enquanto corre o tempo na ampulheta sigilosa da vida.
              Desperta, tu que dormes, ó ave fogosa, saudosa dos paramos inigualáveis onde a natureza saúda o Que é O que Pode o que Ousa o que Sabe Querer.
Avante mago que as estrelas te esperam na sinfonia universal do firmamento, como a tônica inseparável na melodia igualável do universo.


Scarolla Carolina

Do Livro "Confidências no Espelho" a ser brevemente editado.


O Samovar de Prata

                            (para a escritora Sônia Carolina)
                            Josélia Costandrade
                  

Um samovar de prata... Se perdidas
no tempo incauto, surgem mil lembranças,
rasgando os véus, as portas escondidas,
escancarados, nas trilhas de andanças. 

Balalaicas tangidas pelo vento,
na densa noite, de céu camuflado,
visões tão claras vem – lhe ao pensamento,
como quadro por um mestre pintado.

Leve aroma de rosa e de verbena,
envolve o perpassar de cada cena,
num abraço do tempo não silente.

No samovar, sobre os carvões, a chama
o chá borbulha, o coração se inflama
com a emoção do passado presente.


Josélia Costandrade é Pintora, Escritora e Jornalista, Professora Aposentada da UNB

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Metamorfose

Livro de Poesias 2007  Brasília DF
Iluustrações de  Sônia Carolina
Capa de Ralfe Braga

Os livros estão à venda pelo site: soniacarolina7@yahoo.com.br  ou
scarola2012@gmail.com

Por telefone:83493835
Preço:  $35.00  (preço do livro mais despesas de envio)

Scarolla Carolina